11.8.12

Rio Branco: cidade de partida do mochilão


Aeroporto Palácio de Castro


Rio Branco, a cidade de partida do mochilão fica assim meio escondida, quase esquecida neste Brasil, mas se revelou um lugar agradável. Nada dos arranha-céus das grandes cidades ou trânsito enlouquecedor, coisas que confesso que não sentimos a mínima falta.
Vimos uma cidade arborizada e bem iluminada, com policiamento nas ruas e motoristas que respeitam os pedestres (pelo menos na parte onde andamos).
Chegamos em Rio Branco, às 13:00 horas da tarde (o horário de lá é uma hora a menos que o de Brasília) e como já havíamos pesquisado, sabíamos que o táxi do aeroporto Palácio de Castro (o principal do estado) era muito caro, entre 60 e 80 reais, dependendo da bandeira. Como estávamos cheio de energia - 1º dia do mochilão -  achamos melhor ir de ônibus. Lá na frente do aeroporto tem um parada de ônibus de linha comum, cuja a passagem custa R$2,40 (preço de julho/2012) e o passageiro pode parar no terminal bem no centro da cidade. 
Rio Branco Acre
Calçadão da Gameleira
acre
Adorei os pontos de ônibus que encontramos no caminho do aeroporto para a cidade.
Acre
Por Rio Branco - Casa dos Povos Indígenas
Rio Branco Acre
Museu da Borracha

Sou apaixonada por foto de muros -  Quero fotografar muros pelo mundo inteiro! 

O hotel - Afa Bistrô - que ficamos hospedados em Rio Branco, ficava perto da Biblioteca da Cidade, perto de tudo, mas deixou muito a desejar (não falo nem por causa do ataque de carapanã a noite, antes de dormir, nem pela cama com colchão duro, mas pela total falta de água no dia seguinte para tomar banho e olha que a diária não foi barata (não pelo o que ele oferecia - em torno de R$ 130,00). O que tornou a hospedagem lá menos desastrosa foi a simpatia dos funcionários. O preço dos hotéis em Rio Branco para a qualidade do que eles oferecem não são muito convidativos. Não recomendamos o Afa Bistrô!
Antes de qualquer coisa, fomos as obrigações: do hotel, fomos andando até a rodoviária (meio longe, mas aproveitamos para conhecer um pouco da cidade. Erro grave, porque ainda não conhecemos um lugar perto da rodoviária em qualquer cidade que já visitamos que seja bom), para nos informar sobre o transporte para Cuzco. Confirmamos que realmente no dia seguinte não tinha nenhum ônibus saindo para lá (os ônibus para Cuzco saem de Rio Branco as quartas e sábados e a empresa que opera é a Movil Tours, a um preço de R$115,00), então fomos conversar com os motoristas de táxi. Eles são acostumados a fazer Rio Branco- Assis (última cidade do Acre, fronteira com o Peru). Para fazer o transporte até a fronteira (a lotação de um táxi - 4 pessoas), eles cobram por volta de 300 reais, é um preço fixado por todos eles. Nós choramos e conseguimos um desconto de 20 reais. Tudo certo! Assim, poderíamos passar para a parte do lazer. Mas depois vou contar a roubada que nos metemos... 
Tivemos uma tarde e uma noite para eleger um ponto da cidade para conhecer com calma (temos esta filosofia de preferir aproveitar bem um lugar a sair correndo numa busca desenfreada por pontos turísticos para tirar fotos e dizer que conhecemos bem o lugar), então escolhemos um passeio tranquilo pelo Parque da Maternidade e uma visitinha à Biblioteca da Floresta, que fica dentro do parque. A entrada em ambos é gratuita.
Rio Branco Acre
Parque da maternidade
Rio Branco Acre
Biblioteca da Floresta
Na biblioteca da floresta fomos atendidos por um simpático monitor que nos explicou um pouco da história de Rio Branco, dos seringueiros, da luta de Xico Mendes. Fizemos uma revisão geral do que estudamos na escola. Bem legal conhecer a história dos lugares que visitamos.
Rio Branco Acre
Uma das salas da Biblioteca da Floresta
Depois, no parque mesmo, fomos jantar em um restaurante bem legal - "O paço". O ambiente era bonito, os preços acessíveis, atendimento excelente e a pizza super gostosa (neste restaurante servem bufê a quilo, pratos a la carte, lanches e pizza). Recomendadíssmo!
(média de preço para duas pessoas - entre R$30,00 e R$50,00).
Restaurante "O Paço"
Após o jantar, nos sentimos seguros para andar a pé e conhecer outros pontos turísticos da cidade. Fomos à praça, na qual está o Palácio Rio Branco e ao calçadão da Gamileira, onde aproveitamos para tirar fotos e tomar sorvete. Queríamos ter tido mais tempo para conhecer mais coisas em Rio Branco, achávamos que passearíamos na volta, pois ainda ficaríamos mais um dia e meio, mas o cansaço era tanto, que não tivemos forças para sair do hotel. Na volta ficamos em um hotel melhor, Inácio Palace Hotel, mas era muito mais caro que o Afa Bistrô e nada de excepcional.
Tivemos uma boa impressão sobre Rio Branco, só achamos uma pena ser tão complicado para chegar lá (mesmo para nós que moramos na mesma região). Fica aqui registrado nossa vontade de conhecer melhor essa cidade simples, que nem tem tanta cara de capital, mas que nos agradou bastante, por passar segurança e pela simpatia das pessoas que nos receberam.
Palácio Rio Branco

Rio Branco Acre
Mercado Velho
ponto turístico Rio Branco Acre
Passarela Joaquim Macedo

6 comentários:

  1. Olá amigos!

    Irei fazer essa rota daqui a vinte dias e queria tirar algumas duvidas com vocês !rs

    Queria saber sobre a questão do cambio , a melhor cotação , se conseguiram trocar na fronteira e se é seguro . Queria saber tambem sobre a duração desse trecho até Puerto Maldonado , e quanto tempo demorou na policia federal entre outras coisas ...

    Fico muito grato pelas respostas!!


    aaah , e tá bem bacana o blog , parabéns!

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  2. Olá Gilberto! Que bom que gostou!
    Sobre o câmbio, quando você chega na fronteira tem várias barracas que fazem o câmbio. Um monte de gente vai correr em cima de você oferecendo soles por reales, mas te aconselhamos a não fazer câmbio com essas pessoas que vão pra cima de você. A cotação delas geralmente não é boa. Lá mesmo na fronteira, tem uma dessas barracas chamada TUCA. Lá faz o câmbio e a cotação deles é melhor que dos outros. Nós fizemos a troca lá e foi a melhor cotação que pegamos: 1 real = 1,20 soles(em Cuzco, perto da Plaza de armas tem vários lugares que fazem câmbio, mas é um roubo! Alguns chegam a fazer 1 real = 1 sole). Cometemos o erro de trocar pouco dinheiro (só pegamos 600 soles), contando com saques no cartão de débito, mas não conseguimos sacar de jeito nenhum!O jeito foi fazer câmbio com o resto dos nosso dinheiro em Cuzco e perdemos muito com isso. A duração da viagem de Iñapari até Puerto Maldonado foi de 3 horas e meia (mas porque a nossa condução, parou diversas vezes na estrada para pegar e deixar passageiros - esta semana vai ao ar os posts sobre como chegamos em Cuzco - dividimos em duas partes porque escrevemos bem detalhadamente). Na fronteira, na ida, foi tranquilissímo, bem rápido mesmo. Foi só preencher o papel de saída do Brasil e de entrada no Peru (na polícia do Brasil e Peru) e carimbos no passaporte! Não levamos mais que 20 minutos contando tudo.

    Obrigada pela visita. Esteja a vontade para perguntar, se soubermos, respondemos ;)

    abraços!

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  3. Valeu pelas dicas atualizadas !

    Meu medo é exatamente esse , chegar em Cusco e não conseguir sacar dinheiro com meu cartão de debito , e sem contar que pelas minhas contas seria mais vantagem realizar esse câmbio na fronteira do que pagar as taxas relacionadas com a operação do saque . O meu único medo era trocar todo meu dinheiro por lá e receber notas falsas . Já tinha lido boas recomendações em outros blogs sobre TUCA , a qual agora me parece ser bem confiável .

    Por questão de tempo , também vou fazer o trecho entre Rio Branco e Pto. Maldonado de táxi coletivo . Pelo que vi , o trecho de Rio Branco até Assis Brasil custava 75 reais no total , trocando de táxi em Brasileia . Vocês foram diretos sem parar por lá ?

    Abraços e obrigado pela atenção!

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    Respostas
    1. Pois é Gilberto, antes da viagem tinha lido muitos relatos de pessoas que não conseguiram sacar com débito no Peru. Achamos que conosco podia ser diferente, mas aconteceu. Em um momento que estávamos na eminência de pobreza, tivemos que sacar do cartão de crédito (que funcionou, mas... nada vantajoso!). Você vai à Bolívia também? Lá nos conseguimos sacar normalmente com cartão de débito.
      A TUCA foi o melhor câmbio que encontramos, em relação à Cuzco. Nós fizemos assim: quando trocamos o dinheiro, pegamos a nota e colocamos contra a luz (não sabíamos direito o que estávamos fazendo), aí o senhor que nos atendeu disse "não é falsa", daí perguntamos como fazia para identificar notas falsas (sempre fazemos isso nos países que vamos), ele falou que o papel era diferente, disse que notas falsificadas tinham um papel mais grosseiro. Não ajudou tanto assim, mas de qualquer forma, nós não aceitamos notas velhas e rasgadas (que ele tentou passar, mas trocou sem problema algum). Outra dica: vão te dar notas de 100 soles. É meio difícil de passar... geralmente, pelos lugares que andávamos, não tinham troco. Então, procura trocar também por notas de 20 soles.
      Também fomos à Arequipa e o câmbio lá estava menos pior. Acho que é inflacionado mesmo em Cuzco, porque é eminentemente turístico. Vais para mais algum lugar?
      Esse preço de 75 reais por pessoa está correto. Mas vai consciente que vais fazer troca de carro lá em Brasiléia, porque combinaram com a gente fazer direto para Assis e não fizeram.

      Abraços

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  4. Putz , que luz e tanta !Obrigado mesmo pela ajuda de vocês!

    Vou fazer o roteiro :Rio de Janeiro x Rio Branco x Cusco x Puno x Copacabana x Isla del Sol x La Paz x Santa Cruz de La Sierra x Rio de Janeiro entre os dias 1º de Setembro e 14 de Setembro .

    Vou deixar pra sacar no debito só em Copacabana mesmo (Foi lá que você sacou com o cartão de debito ?). Na fronteira entre Brasil e peru vou pegar no máximo 2 notas 100 soles pra comprar as entradas pra Machu Picchu e o Boleto Turístico . Beleza , a parte de câmbio já tá fechada graças a vocês!Brigadão!

    Abraços!

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  5. De nada, Gilberto! Que bom poder ajudar, precisando estamos por aqui.
    Foi em Copacabana que sacamos com o cartão de débito sim. Ocorreu sem problema (mas como não sabíamos se íamos conseguir, trocamos um pouco de dinheiro na fronteira). A cotação do real estava 1 boliviano = 2,80 reais; e 1 dólar = 6,60 Bolivianos.
    Novamente, nunca aceite nota rasgada, manchada, muito velha...
    Outra dica importante: compre suas passagens de ônibus para viajar para outras cidades o quanto antes, pois apesar de existir milhares de empresas que fazem os transportes, as passagens das melhores costumam esgotar logo aí só sobram as "bombas"... e pode acreditar que é tenso: ônibus velho, que vai chacoalhando a viagem toda (andamos em um assim de Cuzco à Puno - parecia que estávamos dentro de uma pipoqueira), mal-cheiroso, sem cinto de segurança, as vezes a cadeira nem inclina nada, sendo que eles te oferecem ônibus leito, te mostram uma foto e na hora não é nada do que estava na foto...(ainda mais se você fizer viagens noturnas, para ganhar tempo).

    bjs

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