31.7.12

Resumão do mochilão Peru Via Acre


Nosso Roteiro do Mochilão Peru via Acre usando rota alternativa:


1º dia: Belém - Rio Branco:
Apesar de Rio Branco e Belém serem capitais localizadas na mesma região, parece que é mais fácil chegar ao Acre de São Paulo do que do Pará. Nosso voo saiu as seis da manhã em Belém, com conexão em Brasília e chegou em Rio Branco as 13 horas (horário local - uma hora a menos que o horário de Brasilia).
Rio branco nos impressionou bastante. Encontramos uma cidade charmosinha: limpa, iluminada, organizada, com guardas nas ruas e motoristas que respeitam o pedestre e pessoas simpáticas. Queremos voltar lá.

              Parque da maternidade - Rio Branco
Veja aqui o que fizemos em Rio Branco

2º dia: Rio branco - Cuzco
Saímos de Rio Branco as 08:00horas da manhã, de táxi. O taxista supostamente iria nos levar até Iñapari (cidade do Peru que faz fronteira com o Brasil), porém nos deixou em Brasiléia. Em Brasiléia pegamos outro táxi até Iñapari. Desta cidade, fomos em transporte coletivo até Puerto Maldonado. De Puerto Maldonado, finalmente pegamos um ônibus noturno da Movil tours até Cuzco. E após oito horas de viagem, chegamos as cinco da manhã em Cuzco (duas horas a menos que o horário de Brasília).
Veja aqui e aqui como foi.


                            o cansaço era tanto, que nem conseguimos tirar fotos.


3º dia: Cuzco
Dia livre para aclimatação, reconhecimento do local e compra dos bilhetes turísticos. Ainda bem que ninguém teve sérios problemas com o tão temido mal de altitude. Descobrimos que nosso hostel ficava no alto de uma ladeira e logo vimos o quanto subir alguns degraus pode ser tremendamente cansativo a 3400 metros de altura.

              Plaza de Armas - Cuzco
Neste post conto como foi o nosso primeiro dia.

4º dia: Cuzco 
Pela manhã, passeio pelas ruínas Incas nas proximidades de Cuzco (Tambomachay, Pukapukara, Qenqo e Saqsaywaman) e Cristo Branco.  Veja aqui o relato sobre o City Tour.
Pela tarde, passeio pelo charmoso San Blass.
              Pelas ruínas de Saqsaywaman


5º dia: Cuzco
Passeio de um dia inteiro pela Vale Sagrado dos Incas: Pisaq, Urubamba, Ollantaytambo e Chinchero.
              Nosso Guia de Pisac


6º dia: Águas Calientes - Machu Picchu
Momento mais esperado de todos. Saímos cedinho de Cuzco. Pegamos o trem,pela estação de Poroy, rumo a águas Calientes. E logo depois do almoço fomos conhecer Machu Picchu.


7º dia: Águas Calientes - Huaynna Pichu - Cuzco
Com os ingressos comprados muito antecipadamente, acordamos as 4:00h da madrugada e fomos rumo ao Huyana Picchu. Três horas e vinte minutos depois tinhamos subido e descido, com uma sensação de vitória indescritível.


8º dia: Puno- Copacabana - Isla del Sol
Foi uma viagem noturna difícil, ônibus velho, motorista dirigindo acima da velocidade, frio. Chegamos no nosso destino final, Isla del Sol, lá pelas 3 da tarde, saindo de Copacabana navegando pelo lago Titicaca. É um belíssimo lugar, mas que exige uma mão de obra tremenda para chegar (muuuuuuuuuuita subida a quase 4000 metros acima do nível do mar) e foi somente um dia depois de subir o Huayna Picchu. A paisagem encheu nossos olhos.
              Copacabana (lago Titicaca) - Bolívia


9º dia: Isla del Sol - Arequipa
Saímos cedinho de Isla del Sol e partimos rumo à Cidade Branca, minha querida Arequipa.
              Barquinho que faz o transporte pelo lago Titicaca entre Isla Del Sol e Copacabana.


10º dia: Arequipa
A tão sonhada cidade Branca. Neste dia desaceleramos e aproveitamos para descansar e passear pelo centro histórico com calma. Conhecemos o museu Santuário Andino, onde esta 
exposta uma das múmias mais bem preservada do mundo (La Juanita) e a Catedral. 

11º dia: Arequipa - Cuzco

Descobrimos que em Arequipa tem um ônibus que faz city tour pela cidade e dedicamos a nossa manhã para isso. Somos meio avessos a city tours, com ônibus lotado de gente, tempo cronometrado e tudo o mais, mas dessa vez, ou íamos com a galera conhecer os principais pontos da cidade, ou iríamos ficar limitados a Plaza de Armas. O passeio foi bastante proveitoso. Conhecemos uma Arequipa que nunca iríamos conhecer, desde a parte nobre, passando por mirantes para os famosos vulcões que rodeiam a cidade, à áreas de invasões. Pontos para o City tour!
A tarde, passamos no Monastério de Santa Catalina, que merece um post todinho só para ele. E a noite, pegamos um ônibus de primeira classe - que deixa avião no chinelinho - rumo a Cuzco. 
              Cores - não só de Silar se faz Arequipa


12º dia: Cuzco - Rio Branco
Amanhecemos em Cuzco. Era dia de festa em comemoração a Independência. A cidade estava animada. desfile dos militares, de estudantes uniformizados, Cusquenhos e turistas se acotovelavam na rua por um lugar para assistir ao desfile, professores se organizando para fazer protesto, guarda armada e nós assistindo tudinho de camarote do segundo piso do Bembos.




13º dia: Rio Branco

Sei que já devo estar como um disco furado, mas sem muitos comentários. Estávamos acabados neste dia. Chegamos em Rio Branco, 16:30, com mais de 24 horas sem comer (a não ser duas tangerinas que estavam nas nossas mochilas de mão). Voltamos em um ônibus que só tinha Peruanos e tivemos a infelicidade de ver o quanto eles foram maltratados diversas vezes na viagem. Eles tiveram várias vezes suas malas revistadas, inclusive as 01:00h da madrugada, quando todo mundo tava dormindo, o ônibus foi parado e entraram uns policiais armados revistando as sacolas de todo mundo (menos a minha e do Igor que ficamos imóveis segurando as mochilas e os passaportes bem a vista dos policiais - acho que porque éramos brasileiros não nos abordaram), passamos 4 horas na fronteira e aconteceu a mesma coisa que no ônibus durante a madrugada (todos foram revistados, menos a gente). Chegamos em Rio Branco e hibernamos até a hora de voltar para belém. Foi uma grande viagem, com altos e baixos, alguns erros (infelizmente) - que sinceramente espero que nos sirvam como lição e que com o tempo alguns maus entendidos se resolvam - , muitas paisagens bonitas e sonhos realizados. Se valeu a pena? Lógico! Só decidimos que outros mochilões certamente virão, mas com passagem de avião compradinha do Brasil para o país que iremos visitar. Nada mais de rotas alternativas. Depois conto em cada post detalhes por detalhes de como tudo foi. Ainda esta semana teremos posts no ar.


              Pés cansados e botas detonadas, ao final do mochilão.


14º dia: Rio Branco - Belém

Voltamos a nossa querida Belém. Realizados, ainda cansados para planejar uma nova viajem e cheios de coisas para contar.
     Enquanto ainda não temos nossas próprias fotos da frente de Belém, peguei emprestada a foto dessa pessoa que somos os maiores fãs: Dirceu Maués.

****Se estiveres planejando um mochilão para o Peru e quiseres dicas de rota alternativa ou de lugar para passear lá, empresas de ônibus que circulam no Peru, ou qualquer outra coisa, fala com a gente, que se soubermos, ficaremos feliz em informar.





Pausa para o mochilão Peru via Acre





Depois voltamos com o relato da lua-de-mel.

11.7.12

Santiago: Cerro San Cristobal

Após a visita a casa do Pablo Neruda, resolvemos conhecer o Cerro San Cristobal. Já era cinco da tarde, mas como no verão, escurece por volta das 20:00h em Santiago, o sol ainda estava alto. 

O Cerro tem aproximadamente 300 metros de altura e para chegar lá, existe várias formas: de carro, bicicleta, a pé (nunca na minha vida!), ou pelo funicular, o qual a entrada é  pelo lado da Bellavista, e esta foi a nossa opção.
Chile
Pela imagem não dá para ver o quanto a subida é íngreme.
Funicular no qual os turistas chegam ao Cerro.
Do alto do cerro, tem-se uma vista única para Santiago, na qual se vê grande parte da cidade, rodeada pela Cordilheiras dos Andes ao fundo. Bem no topo, fica o Santuário da Imaculada Conceição, com uma imagem de 36 metros da virgem, erguida em 1908. Este tem várias estátuas e grutas religiosas, onde as pessoas vão para rezar ou pagar promessas e para chegar lá, ainda tem que subir umas escadarias.
 Vista do Cerro San Cristobal pra Santigo:
 "La Virgem" e o céu azul, azul, azul de fim do fim da tarde de Santiago:
Local no qual as pessoas iam agradecer as graças alcançadas:        

Ficamos um bom tempo lá, sentados, apreciando a paisagem, conversando, planejando o que faríamos a noite, quando de repente... escutamos aquela música de "poesia ímpar" do Michel Teló (até aqui, Bial???). Este foi o momento que quebrou toda a paz (mesmo com muitos turistas subindo e descendo o tempo inteiro sentíamos paz) e o encanto do lugar, então resolvemos ir embora, mas sem não antes tomar uma bebida geladinha para matar a sede. O Igor foi de refrigerante e eu, envolta pelo espírito empolgado de desbravadora de um novo mundo, tomei uma bebida que parecia bem popular no local "mote con huesillos" (acho que equivale aos guaranás que vendem na rua aqui em Belém), uma mistura de pêssego em calda, com milho verde. Quando vão preparar a bebida a cena não é muito agradável (lembra a imagem de uma pessoa te servindo no bandejão da faculdade): uma enorme concha  é mergulhada em um balde cheio do líquido e se coloca em um copo grande, retirado de um armário, que já estava previamente com os grãos. O gosto é enjoativo (muito doce), mas valeu pela experiência.
"mote con huesillos"
O local tem muito mais que isso. Ele faz parte de um grande parque no qual pode-se visitar o jardim zoológico de Santiago, um jardim japonês e tem até piscina (só descobri esta aqui em Belém, lendo relato de outros viajantes) Também é um ponto de observação astronômica. É preciso passar um bom tempo lá para conhecer bem o lugar.
A vista da cidade durante a descida pelo funicular é bela. Não demora muito, porém tanto na descida, como na subida teve fila, mas nada que tomasse muito tempo.

Informações úteis:

Endereço:  

Calle Pio Nono, s/nº, bairro Bella Vista
Horário de funcionamento:
- Visitação ao cerro: 9:00 às 20:00 horas.
- Zoológico: 10:00 às 17:00 horas - de terça a domingo.
- Funicular:   13:00 às 19:00 horas - na segunda-feira.
                      10:00 às 19:00 horas - de terça a domingo, inclusive nos feriados
Valor atualizado do funicular (2013): 
2000 pesos chilenos - adultos.
1000 pesos chilenos - crianças.

Texto: Roberta Luz; fotos: arquivo pessoal

10.7.12

Santiago: La Chascona – A casa do Pablo Neruda

Pablo Neruda
Aos pés do Cerro San Cristóbal, entre casas coloridas e artes nos muros, no boêmio Bairro Bella Vista, esta localizada a La Chascona, uma das casas do Pablo Neruda, que foi transformada em museu e hoje em dia é aberta para visitação, com visita guiada, com duração de aproximadamente 30 minutos, pela quantia de aproximadamente 3.500 pesos chilenos (preço de janeiro de 2012).
La Chascona, em língua Quíchua, significa "a descabelada" e a casa recebeu esta denominação porque foi o palco do amor secreto entre Neruda e Matilde (a Chascona), sua amante que posteriormente veio a se tornar a 3ª e última esposa do escritor. 

6.7.12

Não beba desta água!


Sabe aquilo que a gente aprende, quando pequeno, na escola sobre a água ser incolor, inodora e insípida? Pois é... esta água desobedece descaradamente uma dessas características. Não sei explicar, mas definitivamente ela tem gosto, e não é dos melhores!

Quando chegamos em Santiago, o guia local disse que a água de abastecimento da cidade era pura e que muitos Chilenos bebiam tranquilamente água da torneira, mas nos aconselhou a comprar água mineral, pois poderíamos achar a tal água da torneira "pesada". Obedecemos prontamente a instrução do guia, e no momento que estávamos sedentos por água, compramos esta garrafa para ingerir o líquido da vida, o mais precioso e soberano entre todos os líquidos e.... caraca, que gosto estranho! Sabe quando você não encontra prazer em beber um copo com água? Então... perdemos o gosto da vida!

E depois de várias vezes substituindo água por coca-cola, descobrimos que as águas vendidas em garrafas de vidro eram bem mais agradáveis (sem gosto). Por isso, quando for ao Chile (e também à Argentina), prefira comprar água de garrafa de vidro. São mais caras, porém valem muito mais a pena.


Texto: Roberta Luz; foto: arquivo pessoal.

5.7.12

Santiago: Sobre as primeiras impressões.

Até para quem tem medo de andar de avião como eu, chegar a Santiago pelo ar é fantástico! Sentamos do lado direito do avião e pudemos ver muito bem as Cordilheiras dos Andes, lindona. Fico imaginando o quanto deve ser imensamente mais lindo no inverno, com tudo branquinho (lembrando que fomos em janeiro, no verão). Uma pena que tínhamos acabado de comprar a máquina que usamos na viagem e ainda não sabíamos manuseá-la direito e perdemos ótimas fotos (como não queremos pegar fotos dos outros, vamos ficar devendo esta - fica para uma próxima oportunidade).

Saímos de Guarulhos, em um vôo direto para Santiago, as oito da manhã, pela LAN. Foi tranquilo, bem confortável e teve duração de cerca de três horas. Passamos a viagem ouvindo música no canal de rock do rádio do avião. Tinha acabado de tocar The doors quando o voo pousou. Pressagio de uma viagem maravilhosa? Certamente!