4.10.12

Finalmente, Cusco!

Primeira vista que tivemos de Cuzco.
Depois da maratona para chegar em Cuzco, que relatamos aqui e aqui, chegamos na cidade antes do sol nascer. A primeira impressão na rodoviária foi tensa. Muita gente em plena cinco horas da manhã, mochileiros, peruanos, funcionários das empresas de ônibus (gritando o destino de várias cidades "Arequipa, Arequipa, Arequipaaaa", "Puno, Puno, Puuuuno" e assim por diante), taxistas, vendedores ambulantes, um caos total. 

Milhares de taxista foram nos abordar pra saber se queríamos táxi e ofereciam os mais variados preços. Uma coisa que você tem que ir se acostumando logo quando chega no Peru é Pechinchar! NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, aceite a primeira oferta que te oferecerem (sempre pode ser mais barato - mas também desconfie se oferecerem as coisas por muito mais barato).

24.8.12

O Câmbio na fronteira do Peru com o Brasil: um breve relato sobre a nossa experiência


fonte:  http://rischmoller.wordpress.com 
Na fronteira tem vários comerciantes que vendem de tudo e inclusive fazem o câmbio. Quando você chega lá, vários peruanos correm para cima de você, oferecendo soles (ou nuevo sol - a moeda que circula no Peru). A dica que damos é não comprar imediatamente com eles (podemos estar errados, mas a nossa impressão foi que sempre quem ia para cima da gente, não ofereciam os negócios mais vantajosos.

21.8.12

O dia sem fim - ou como chegamos à Cuzco de Rio Branco por transporte alternativo - parte II

Como falamos no post anterior, quando chegamos à fronteira do Brasil conseguimos pegar logo uma van com um Peruano que estava lá. Ele nos cobrou 35 soles por pessoa para fazer o transporte Iñapari - Puerto Maldonado. Acertamos e fomos com ele. Passamos pela imigração do Peru, onde também foi bastante tranquilo e lá mesmo fizemos o câmbio.

O que descobrimos depois de entrar na van, é que ele só partiria quando tivesse a lotação. Então ele ficou rodando pela cidade até que parou na frente de uma delegacia e começou a gritar "Puerto, Puerto, Puerto". Em seguida entrou na Van um preso algemado, junto com um policial e sentaram do nosso lado. Foi bizarro e assustador ao mesmo tempo. Ficamos sem reação. Não acreditávamos no que estava acontecendo. Ficamos uns 15 minutos lá parados esperando, porque ainda ia entrar outro policial. O clima estava tenso e até pensamos em ir em outra van, que estava parada atrás da que estávamos (será que na frente da delegacia é o melhor ponto para pegar passageiros?).

13.8.12

O dia sem fim - ou como chegamos à Cuzco de Rio Branco por transporte alternativo - parte I

 Fonte: globo.com

Nossa jornada começou as oito e meia da manhã. Era para ter começado as sete e trinta, mas o motorista que contactamos - DEMÉCIO - Grave bem este nome e se pretendes ir ao Peru por Rio Branco, fuja desta pessoa! - para nos levar à Assis, chegou com quase uma hora de atraso. Sinal da pouca credibilidade dele? Não necessariamente. No momento consideramos algo normal, já que qualquer pessoa é passível de imprevistos.

Saímos de Rio Branco rumo à Assis, última cidade brasileira, fronteira com Iñapari, primeira cidade Peruana. Depois de aproximadamente 3 horas de viagem, chegamos á Brasiléia. Não entendemos porque o motorista não seguiu direto,

11.8.12

Rio Branco: cidade de partida do mochilão


Aeroporto Palácio de Castro


Rio Branco, a cidade de partida do mochilão fica assim meio escondida, quase esquecida neste Brasil, mas se revelou um lugar agradável. Nada dos arranha-céus das grandes cidades ou trânsito enlouquecedor, coisas que confesso que não sentimos a mínima falta.
Vimos uma cidade arborizada e bem iluminada, com policiamento nas ruas e motoristas que respeitam os pedestres (pelo menos na parte onde andamos).

8.8.12

Mochilão no Peru em julho: que roupas levar?

Esta foi uma das partes mais trabalhosas do planejamento do nosso mochilão. Tudo porque os paraenses aqui que convivem diariamente com uma temperatura média de 30º não sabiam o que iam encontrar. No início do ano viajamos para o Chile e Argentina, em pleno verão achamos que íamos pegar sombra e água fresca  e passamos o maior frio (ok, fomos despreparados para a Patagônia, mas só era a entrada dela, Bial...), então não queríamos correr este risco novamente. Sendo assim, buscamos informações mais precisas sobre a temperatura do Peru no mês de julho aqui e ficamos acompanhando.

5.8.12

Mochilão Peru Via Acre: como tudo começou.


A ideia de fazer o Mochilão já existia há algum tempo, porém pesquisamos e vimos que, no momento, era inviável ir de avião à Cuzco ou mesmo à Lima, ainda mais no mês de julho - único período possível para a gente e infelizmente alta temporada no Peru e em boa parte do mundo. O sonho estava paticamente adiado até que uma amiga, a Tatiana Freitas, deu a ideia de chegar à Cuzco pelo Acre. 
Neste momento meus olhos se encheram de esperança e fomos pesquisar. Promoção da TAM para Rio Branco. E o sonho distante voltou a ficar mais perto de virar realidade.

1.8.12

Blogagem coletiva: Cores de Viagem


A proposta foi a seguinte: postar fotos baseadas nas cores de viagens. A Cláudia, do Blog aprendizdeviajante propôs e como sou apaixonada por fotografia, resolvi enfrentar o desafio (e falo enfrentar, porque foi difícil mesmo selecionar apenas uma foto de cada). Ainda sou uma fotógrafa bem amadora, mas as fotos que temos são uns dos nossos maiores bens. Como a Cláudia mesmo falou, muitas das vezes, as fotografias são os únicos souvenir que trazemos de lembranças das viagens... E como isso é verdade!

Amarelo:  Arequipa - a cidade Branca vai muito além das construções em Silar (poderia fazer este post só com as cores de Arequipa). No dia que fizemos o City tour pela cidade, a guia nos levou para conhecer algumas coisas da culinária local e uma delas foi a Papaia Arequipenha. Ela disse que não se pode comer diretamente, mas que o suco é muito popular na região. Provamos o tal suco e sobre o sabor, ambos chegamos a mesma conclusão: tem gosto de suco de mamão com laranja (opinião nossa, certo?)





Verde: não consigo pensar em outra foto com a cor ver se não esta: Machu Picchu. A realização de um sonho. E o sabor que esta imagem tem...

31.7.12

Resumão do mochilão Peru Via Acre


Nosso Roteiro do Mochilão Peru via Acre usando rota alternativa:


1º dia: Belém - Rio Branco:
Apesar de Rio Branco e Belém serem capitais localizadas na mesma região, parece que é mais fácil chegar ao Acre de São Paulo do que do Pará. Nosso voo saiu as seis da manhã em Belém, com conexão em Brasília e chegou em Rio Branco as 13 horas (horário local - uma hora a menos que o horário de Brasilia).
Rio branco nos impressionou bastante. Encontramos uma cidade charmosinha: limpa, iluminada, organizada, com guardas nas ruas e motoristas que respeitam o pedestre e pessoas simpáticas. Queremos voltar lá.

              Parque da maternidade - Rio Branco
Veja aqui o que fizemos em Rio Branco

2º dia: Rio branco - Cuzco
Saímos de Rio Branco as 08:00horas da manhã, de táxi. O taxista supostamente iria nos levar até Iñapari (cidade do Peru que faz fronteira com o Brasil), porém nos deixou em Brasiléia. Em Brasiléia pegamos outro táxi até Iñapari. Desta cidade, fomos em transporte coletivo até Puerto Maldonado. De Puerto Maldonado, finalmente pegamos um ônibus noturno da Movil tours até Cuzco. E após oito horas de viagem, chegamos as cinco da manhã em Cuzco (duas horas a menos que o horário de Brasília).
Veja aqui e aqui como foi.


                            o cansaço era tanto, que nem conseguimos tirar fotos.


3º dia: Cuzco
Dia livre para aclimatação, reconhecimento do local e compra dos bilhetes turísticos. Ainda bem que ninguém teve sérios problemas com o tão temido mal de altitude. Descobrimos que nosso hostel ficava no alto de uma ladeira e logo vimos o quanto subir alguns degraus pode ser tremendamente cansativo a 3400 metros de altura.

              Plaza de Armas - Cuzco
Neste post conto como foi o nosso primeiro dia.

4º dia: Cuzco 
Pela manhã, passeio pelas ruínas Incas nas proximidades de Cuzco (Tambomachay, Pukapukara, Qenqo e Saqsaywaman) e Cristo Branco.  Veja aqui o relato sobre o City Tour.
Pela tarde, passeio pelo charmoso San Blass.
              Pelas ruínas de Saqsaywaman


5º dia: Cuzco
Passeio de um dia inteiro pela Vale Sagrado dos Incas: Pisaq, Urubamba, Ollantaytambo e Chinchero.
              Nosso Guia de Pisac


6º dia: Águas Calientes - Machu Picchu
Momento mais esperado de todos. Saímos cedinho de Cuzco. Pegamos o trem,pela estação de Poroy, rumo a águas Calientes. E logo depois do almoço fomos conhecer Machu Picchu.


7º dia: Águas Calientes - Huaynna Pichu - Cuzco
Com os ingressos comprados muito antecipadamente, acordamos as 4:00h da madrugada e fomos rumo ao Huyana Picchu. Três horas e vinte minutos depois tinhamos subido e descido, com uma sensação de vitória indescritível.


8º dia: Puno- Copacabana - Isla del Sol
Foi uma viagem noturna difícil, ônibus velho, motorista dirigindo acima da velocidade, frio. Chegamos no nosso destino final, Isla del Sol, lá pelas 3 da tarde, saindo de Copacabana navegando pelo lago Titicaca. É um belíssimo lugar, mas que exige uma mão de obra tremenda para chegar (muuuuuuuuuuita subida a quase 4000 metros acima do nível do mar) e foi somente um dia depois de subir o Huayna Picchu. A paisagem encheu nossos olhos.
              Copacabana (lago Titicaca) - Bolívia


9º dia: Isla del Sol - Arequipa
Saímos cedinho de Isla del Sol e partimos rumo à Cidade Branca, minha querida Arequipa.
              Barquinho que faz o transporte pelo lago Titicaca entre Isla Del Sol e Copacabana.


10º dia: Arequipa
A tão sonhada cidade Branca. Neste dia desaceleramos e aproveitamos para descansar e passear pelo centro histórico com calma. Conhecemos o museu Santuário Andino, onde esta 
exposta uma das múmias mais bem preservada do mundo (La Juanita) e a Catedral. 

11º dia: Arequipa - Cuzco

Descobrimos que em Arequipa tem um ônibus que faz city tour pela cidade e dedicamos a nossa manhã para isso. Somos meio avessos a city tours, com ônibus lotado de gente, tempo cronometrado e tudo o mais, mas dessa vez, ou íamos com a galera conhecer os principais pontos da cidade, ou iríamos ficar limitados a Plaza de Armas. O passeio foi bastante proveitoso. Conhecemos uma Arequipa que nunca iríamos conhecer, desde a parte nobre, passando por mirantes para os famosos vulcões que rodeiam a cidade, à áreas de invasões. Pontos para o City tour!
A tarde, passamos no Monastério de Santa Catalina, que merece um post todinho só para ele. E a noite, pegamos um ônibus de primeira classe - que deixa avião no chinelinho - rumo a Cuzco. 
              Cores - não só de Silar se faz Arequipa


12º dia: Cuzco - Rio Branco
Amanhecemos em Cuzco. Era dia de festa em comemoração a Independência. A cidade estava animada. desfile dos militares, de estudantes uniformizados, Cusquenhos e turistas se acotovelavam na rua por um lugar para assistir ao desfile, professores se organizando para fazer protesto, guarda armada e nós assistindo tudinho de camarote do segundo piso do Bembos.




13º dia: Rio Branco

Sei que já devo estar como um disco furado, mas sem muitos comentários. Estávamos acabados neste dia. Chegamos em Rio Branco, 16:30, com mais de 24 horas sem comer (a não ser duas tangerinas que estavam nas nossas mochilas de mão). Voltamos em um ônibus que só tinha Peruanos e tivemos a infelicidade de ver o quanto eles foram maltratados diversas vezes na viagem. Eles tiveram várias vezes suas malas revistadas, inclusive as 01:00h da madrugada, quando todo mundo tava dormindo, o ônibus foi parado e entraram uns policiais armados revistando as sacolas de todo mundo (menos a minha e do Igor que ficamos imóveis segurando as mochilas e os passaportes bem a vista dos policiais - acho que porque éramos brasileiros não nos abordaram), passamos 4 horas na fronteira e aconteceu a mesma coisa que no ônibus durante a madrugada (todos foram revistados, menos a gente). Chegamos em Rio Branco e hibernamos até a hora de voltar para belém. Foi uma grande viagem, com altos e baixos, alguns erros (infelizmente) - que sinceramente espero que nos sirvam como lição e que com o tempo alguns maus entendidos se resolvam - , muitas paisagens bonitas e sonhos realizados. Se valeu a pena? Lógico! Só decidimos que outros mochilões certamente virão, mas com passagem de avião compradinha do Brasil para o país que iremos visitar. Nada mais de rotas alternativas. Depois conto em cada post detalhes por detalhes de como tudo foi. Ainda esta semana teremos posts no ar.


              Pés cansados e botas detonadas, ao final do mochilão.


14º dia: Rio Branco - Belém

Voltamos a nossa querida Belém. Realizados, ainda cansados para planejar uma nova viajem e cheios de coisas para contar.
     Enquanto ainda não temos nossas próprias fotos da frente de Belém, peguei emprestada a foto dessa pessoa que somos os maiores fãs: Dirceu Maués.

****Se estiveres planejando um mochilão para o Peru e quiseres dicas de rota alternativa ou de lugar para passear lá, empresas de ônibus que circulam no Peru, ou qualquer outra coisa, fala com a gente, que se soubermos, ficaremos feliz em informar.





Pausa para o mochilão Peru via Acre





Depois voltamos com o relato da lua-de-mel.

11.7.12

Santiago: Cerro San Cristobal

Após a visita a casa do Pablo Neruda, resolvemos conhecer o Cerro San Cristobal. Já era cinco da tarde, mas como no verão, escurece por volta das 20:00h em Santiago, o sol ainda estava alto. 

O Cerro tem aproximadamente 300 metros de altura e para chegar lá, existe várias formas: de carro, bicicleta, a pé (nunca na minha vida!), ou pelo funicular, o qual a entrada é  pelo lado da Bellavista, e esta foi a nossa opção.
Chile
Pela imagem não dá para ver o quanto a subida é íngreme.
Funicular no qual os turistas chegam ao Cerro.
Do alto do cerro, tem-se uma vista única para Santiago, na qual se vê grande parte da cidade, rodeada pela Cordilheiras dos Andes ao fundo. Bem no topo, fica o Santuário da Imaculada Conceição, com uma imagem de 36 metros da virgem, erguida em 1908. Este tem várias estátuas e grutas religiosas, onde as pessoas vão para rezar ou pagar promessas e para chegar lá, ainda tem que subir umas escadarias.
 Vista do Cerro San Cristobal pra Santigo:
 "La Virgem" e o céu azul, azul, azul de fim do fim da tarde de Santiago:
Local no qual as pessoas iam agradecer as graças alcançadas:        

Ficamos um bom tempo lá, sentados, apreciando a paisagem, conversando, planejando o que faríamos a noite, quando de repente... escutamos aquela música de "poesia ímpar" do Michel Teló (até aqui, Bial???). Este foi o momento que quebrou toda a paz (mesmo com muitos turistas subindo e descendo o tempo inteiro sentíamos paz) e o encanto do lugar, então resolvemos ir embora, mas sem não antes tomar uma bebida geladinha para matar a sede. O Igor foi de refrigerante e eu, envolta pelo espírito empolgado de desbravadora de um novo mundo, tomei uma bebida que parecia bem popular no local "mote con huesillos" (acho que equivale aos guaranás que vendem na rua aqui em Belém), uma mistura de pêssego em calda, com milho verde. Quando vão preparar a bebida a cena não é muito agradável (lembra a imagem de uma pessoa te servindo no bandejão da faculdade): uma enorme concha  é mergulhada em um balde cheio do líquido e se coloca em um copo grande, retirado de um armário, que já estava previamente com os grãos. O gosto é enjoativo (muito doce), mas valeu pela experiência.
"mote con huesillos"
O local tem muito mais que isso. Ele faz parte de um grande parque no qual pode-se visitar o jardim zoológico de Santiago, um jardim japonês e tem até piscina (só descobri esta aqui em Belém, lendo relato de outros viajantes) Também é um ponto de observação astronômica. É preciso passar um bom tempo lá para conhecer bem o lugar.
A vista da cidade durante a descida pelo funicular é bela. Não demora muito, porém tanto na descida, como na subida teve fila, mas nada que tomasse muito tempo.

Informações úteis:

Endereço:  

Calle Pio Nono, s/nº, bairro Bella Vista
Horário de funcionamento:
- Visitação ao cerro: 9:00 às 20:00 horas.
- Zoológico: 10:00 às 17:00 horas - de terça a domingo.
- Funicular:   13:00 às 19:00 horas - na segunda-feira.
                      10:00 às 19:00 horas - de terça a domingo, inclusive nos feriados
Valor atualizado do funicular (2013): 
2000 pesos chilenos - adultos.
1000 pesos chilenos - crianças.

Texto: Roberta Luz; fotos: arquivo pessoal

10.7.12

Santiago: La Chascona – A casa do Pablo Neruda

Pablo Neruda
Aos pés do Cerro San Cristóbal, entre casas coloridas e artes nos muros, no boêmio Bairro Bella Vista, esta localizada a La Chascona, uma das casas do Pablo Neruda, que foi transformada em museu e hoje em dia é aberta para visitação, com visita guiada, com duração de aproximadamente 30 minutos, pela quantia de aproximadamente 3.500 pesos chilenos (preço de janeiro de 2012).
La Chascona, em língua Quíchua, significa "a descabelada" e a casa recebeu esta denominação porque foi o palco do amor secreto entre Neruda e Matilde (a Chascona), sua amante que posteriormente veio a se tornar a 3ª e última esposa do escritor. 

6.7.12

Não beba desta água!


Sabe aquilo que a gente aprende, quando pequeno, na escola sobre a água ser incolor, inodora e insípida? Pois é... esta água desobedece descaradamente uma dessas características. Não sei explicar, mas definitivamente ela tem gosto, e não é dos melhores!

Quando chegamos em Santiago, o guia local disse que a água de abastecimento da cidade era pura e que muitos Chilenos bebiam tranquilamente água da torneira, mas nos aconselhou a comprar água mineral, pois poderíamos achar a tal água da torneira "pesada". Obedecemos prontamente a instrução do guia, e no momento que estávamos sedentos por água, compramos esta garrafa para ingerir o líquido da vida, o mais precioso e soberano entre todos os líquidos e.... caraca, que gosto estranho! Sabe quando você não encontra prazer em beber um copo com água? Então... perdemos o gosto da vida!

E depois de várias vezes substituindo água por coca-cola, descobrimos que as águas vendidas em garrafas de vidro eram bem mais agradáveis (sem gosto). Por isso, quando for ao Chile (e também à Argentina), prefira comprar água de garrafa de vidro. São mais caras, porém valem muito mais a pena.


Texto: Roberta Luz; foto: arquivo pessoal.

5.7.12

Santiago: Sobre as primeiras impressões.

Até para quem tem medo de andar de avião como eu, chegar a Santiago pelo ar é fantástico! Sentamos do lado direito do avião e pudemos ver muito bem as Cordilheiras dos Andes, lindona. Fico imaginando o quanto deve ser imensamente mais lindo no inverno, com tudo branquinho (lembrando que fomos em janeiro, no verão). Uma pena que tínhamos acabado de comprar a máquina que usamos na viagem e ainda não sabíamos manuseá-la direito e perdemos ótimas fotos (como não queremos pegar fotos dos outros, vamos ficar devendo esta - fica para uma próxima oportunidade).

Saímos de Guarulhos, em um vôo direto para Santiago, as oito da manhã, pela LAN. Foi tranquilo, bem confortável e teve duração de cerca de três horas. Passamos a viagem ouvindo música no canal de rock do rádio do avião. Tinha acabado de tocar The doors quando o voo pousou. Pressagio de uma viagem maravilhosa? Certamente!

28.6.12

A saga para pegar os Vouchers da Viagem

                                                      fonte: foto retirada da internet

Nossa viagem começou saindo de Belém para São Paulo. Infelizmente praticamente não existe voo internacional saindo daqui, então compramos o pacote com saída de São Paulo e usamos milhas para comprar as passagens Belém - São Paulo.



Como falei no post anterior, compramos um pacote da viagem de uma empresa de turismo. Compramos no final de outubro, para viajar no dia 22 de janeiro. E nos disseram que entregariam no início de janeiro, lá pelo dia 5, os vouchers da viagem. Confiamos, pagamos e voltamos para a casa felizes e tranquilos, com mil planos para a lua-de-mel.


Chegando Janeiro, começaram os problemas. Fomos à empresa na data que tinham dito que os vouchers da viagem estariam disponíveis. Chegando lá... nada! Mandaram-nos voltar outro dia. Voltamos e... nada! Falaram que tal dia da próxima semana certamente já estaria disponível. Chegou o dia que disseram para irmos buscar e acabamos nem indo, com receio de chegar lá e falarem para voltarmos outro dia. Então fomos dois dias depois do que eles garantiram que estariam disponíveis e para nossa surpresa, não tinham os nossos vouchers! (oi???? Viagem merecida de lua-de-mel e não têm os nossos vouchers????). Imagina o estresse, mandaram a gente voltar no dia seguinte, jurando de pés juntos que nossos vouchers estariam disponíveis. Porém, nós PRECISÁVAMOS dos vouchers naquele mesmo dia, pois nosso voo para São Paulo sairia a noite.


Então começaram a fazer ligações para a sede da empresa em São Paulo, falaram que isso não costumava acontecer (uhm-hum) e blablabla... e no fim das contas, depois de conversar, explicar, algumas situações de tensão,o vendedor, com um sorriso amarelo, sugeriu que a gente fosse buscar os vouchers da viagem na empresa lá em São Paulo no dia seguinte (oiii de novo?????). Ficamos impressionados com a facilidade da venda e com a dificuldade para receber o produto. Só gente esperta nesse mundo! Fico indignada só de lembrar. Lógico que não aceitamos e dissemos que só sairíamos da loja com os vouchers em mãos.  Mais ligações, sorrisos amarelos, vendedor suando frio, e um chá de cadeira de mais de uma hora, finalmente conseguiram os tais vouchers. Perdemos uma manhã por isso. Como algo que seria tão simples, que nos venderam tão fácil, pôde se tornar tão complicado?

A partir deste momento, começamos a nos questionar se fazer viagem por pacote seria realmente uma boa ideia. Estávamos em lua-de-mel, queríamos ter tudo nas mãos, só conforto, nada de trabalho, nem de roubadas que pode acontecer quando as pessoas viajam por conta própria, além de ser uma viagem para outro país, com outra língua, costumes etc. Era isso que pensávamos.




                                         Finalmente antes de embarcar para São Paulo com tudo
                                          resolvido. Obs. A empresa a qual nos referimos não tem
                                          nada a ver com a TAM. Compramos as passagens para 
                                          Sp com milhas.

Só que, além do parto para pegar os vouchers, durante a viagem, ao longo dos dias começamos a nos sentir sufocados pelos programas meio que “impostos” pela empresa e tentávamos fugir ao máximo. Acredito que nossa lua-de-mel foi mais maravilhosa justamente por isso, por fugir dos programas “pega dinheiro” de turista. Acredito que se tivéssemos feito tudo como estava programado, não teríamos voltado tão empolgados e com vontade de planejar novas viagens (dessa vez,  bem livre, sem pacote) Mas isso é tema para outros posts.

Novo começo



Depois de tempos sonhando e tomando coragem para criar o blog, depois do tão esperado (por mim) primeiro post, ele ficou entregue as baratas. É que tenho lido muitos blogs sobre viagens, de viajantes independentes e fiquei meio desestimulada a escrever sobre a viagem que fizemos de lua-de-mel ao Chile e Argentina, porque fomos por pacote turístico e participamos de alguns programas de “pega dinheiro de turista”, propostos pela empresa. Mas como há 2 meses começamos a planejar um mochilão pelo Peru, tudo por conta própria, achamos que seria interessante relatar as duas experiências de viagens: uma por pacote turístico e outra sem. Então, vamos dar vida ao blog e voltemos aos posts!



20.4.12

A vida é feita de sonhos!



Sim, este início é bem clichê, mas é a pura realidade. O que seria de nós se não pudéssemos fugir, mesmo que em imaginação, dos dias tediosos e repetitivos das nossas vidas?
Sonhos parecem impossíveis, até que sejam realizados. E sonhos podem ser realizados com perseverança, dedicação e criatividade. Nem precisa ter muito dinheiro para isso.
Sonhamos com viagens, sejam elas para entrar em contato com a natureza, com novas culturas ou mesmo para shows de nossas bandas preferidas. Temos sede de conhecimento, sede de viver. Embora sejamos bastante sedentários, queremos conhecer o mundo! E não dá para conhecer o mundo sentado no sofá de casa, não é?
Sobre o nome do blog, uma breve explicação: “égua” é uma expressão muito utilizada pela maioria dos paraenses (Sim, somos paraenses e alguns de nós quase a utiliza como vírgula!). Esta palavra serve para a gente expressar quase todo tipo de situação que se possa imaginar: admiração, felicidade, espanto ou até mesmo de raiva. Por ser uma palavra com múltiplos significados, achamos adequado este nome para nosso blog. Nosso blog de sonhos e viagens.


Roberta e Igor Luz